Faxina ecológica e barata: como fazer seus próprios produtos de limpeza naturais

A cada dia surgem, no mercado, produtos de limpeza que prometem exterminar facilmente todo tipo de sujeira, mau odor e micro-organismo maléfico de nossas casas. O problema é que acabam tendo um poder exterminador muito além da conta… Os mais comuns (como detergentes, solventes, ceras e lustradores) possuem em sua fórmula compostos que podem causar irritação nas vias respiratórias, nos olhos e na pele, fadiga e falta de ar; sem falar na poluição das águas (via esgoto), do solo e do ar. Mas como resistir a tantos produtos milagrosos – tira-manchas, tira-limo, desengordurantes, desodorizadores de banheiro de mil jeitos, etc – que prometem facilitar a nossa vida?

Os substitutos para toda essa parafernália são fáceis de encontrar, não agridem a natureza e nem o nosso bolso. Essas dicas não são novidade, pois já faziam parte da expertise das donas-de-casa mais antigas. Basicamente, uma boa faxina se faz simplesmente com limão, óleo de cozinha, vinagre e bicarbonato de sódio, ingredientes mais frequentes no modo de fazer limpeza do passado.

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Ariane Prin e seus lápis feitos a partir de resíduos

Setembro é um mês verde. Não somente porque é quando a primavera começa, mas por reunir diversas datas relacionadas à natureza, ao meio ambiente e sua preservação: o Dia da Amazônia (dia 5); o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio (dia 16); o Dia da Árvore (dia 21) e o Dia Mundial Sem Carro (dia 22). Aproveitando a ocasião, o Dropsonomia vai publicar, durante esse mês, posts sobre ideias e iniciativas bacanas que envolvam esses temas. Espero que a proposta de um mês temático me force a escrever mais frequentemente; até para não passar o carão de publicar somente um post nesse período…

Começo, então, pela ideia da designer francesa Ariane Prin, que reaproveita o lixo gerado nos departamentos da Royal College of Art, onde faz o seu mestrado, para transformá-lo em lápis.

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E por falar em DIY: Artesanato de guerrilha

Aproveitando a deixa do post retrasado sobre o que fazer com rolos de papel higiênico, resolvi falar um pouco mais sobre DIY, mais precisamente sobre o seu conceito e como alguns grupos mais politizados têm feito uso dele.

O termo DIY, abreviação de “Do It Yourself” (do inglês “Faça Você Mesmo”), nasceu em meados da década de 1970 a partir da cena underground e do punk rock nos EUA e na Inglaterra. Nesse momento, alguns jovens – cansados da indústria cultural e de toda a parafernália comercial que circundava a música da época – resolveram arregaçar as mangas e fazer sua própria música (mesmo que soubessem tocar apenas três acordes), seus próprios discos, seus shows, seus filmes caseiros e seus fanzines. A base do pensamento DIY era o espírito empreendedor e anarquista. Atualmente, o princípio do Faça Você Mesmo está presente em diversos campos como, por exemplo, o da tecnologia onde as pessoas podem produzir conteúdo e comunicar suas ideias – sem precisar da mídia dita oficial – através de blogs, ferramentas de redes sociais, etc.

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Freiras, cantoras e psicodélicas

Quando você ouve falar em música religiosa, logo pensa em música sacra ou em cânticos devocionais, acompanhados por arranjos tradicionais? Ou se quisermos algo mais “moderninho”, poderíamos pensar nos padres cantores pop ou nas diversas vertentes do gospel/evangélico, certo? E a cena musical da década de 1970, nos remete a que? Bom, muita coisa estava acontecendo naquela época (rock progressivo, glam rock, etc), mas uma forte marca foi a psicodelia, que vinha desde os anos 60, e que era marcada pelo som “viajandão”, distorcido e movido a estados de alteração da percepção (“Lucy in the Sky with Diamonds” e afins…). Além disso, a disco music estourava nas paradas, com toda a sua parafernália eletrônica. E se misturássemos essas tendências todas? Isso poderia acontecer? Não só poderia, como de fato ocorreu! E durante os anos 70 mesmo!

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Momento DIY: Transformando rolos de papel higiênico em objeto de decoração

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados em 2007, o Brasil gera 230 mil toneladas de lixo por dia, sendo que apenas 4% disso é reciclado. Ideal mesmo, é que a preocupação não se concentre apenas na hora de dar um destino final aos resíduos. Além de pensar na reciclagem, deveríamos nos preocupar mais em reduzir e reutilizar os materiais, para que não sejam potenciais poluidores do meio ambiente.

O lado bom de toda essa história (ainda bem que sempre existem dois lados) é a possibilidade de encarar a reutilização dos materiais como um estímulo à criatividade. Certos objetos ou materiais industrializados acabam tendo uma vida útil curtíssima. Reabilitá-los dando um novo uso – algumas vezes até inusitado – é um desafio interessante. Um exemplo de material de uso efêmero é aquele rolinho de papelão, que é envolvido pelo papel higiênico. O papel acaba e o rolo vai para o lixo. Tudo bem que ele pode ir para a reciclagem, mas por que não enxergá-lo como algo a ser aproveitado ainda?

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