Tempo, tempo, mano velho

Mais um ano que se encerra… E não é um ano qualquer, mas o ano que fecha a primeira década do século 21. A sensação de atravessar ciclos tão demarcados, muitas vezes, não é tão boa. Por exemplo, se você nasceu no finalzinho dos anos 70; foi criança nos anos 80; adolescente durante os 90; viveu a juventude na primeira década dos anos 2000 e agora inicia a segunda já trintão; então poderá fazer o seguinte balanço: você atravessou quase 4 décadas, viveu a passagem de um século e – o pior – viveu a passagem de um milênio… Bateu um “Matusalém feelings” agora?

Mas mesmo assim, você dirá que os anos passaram como um flash. É inegável que a sensação geral é que o tempo está passando muito mais rápido agora, do que há anos atrás. “O meu dia não rende nada” é uma frase que ouvimos com frequência. Muitos podem atribuir a esse fenômeno o turbilhão de informações, sensações e acontecimentos – que nos bombardeiam a todo o instante e quase em tempo real – e que chegam de tudo quanto é lado: internet e ferramentas de redes sociais, celulares, TV e mídia em geral. Além disso, há também a vida frenética das grandes cidades, que incluem os engarrafamentos do trânsito, os compromissos profissionais (que nos tomam o dia todo) e tantas outras coisas que nos propiciam a sensação de escoamento de tempo. Sintomas dos anos mais recentes? Em parte sim, mas não podemos nos esquecer que essa história é um pouco mais antiga.

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