O amor segundo Patti Smith

Dias atrás, terminei de ler o livro “Só garotos” de Patti Smith. Confesso que fazia tempo que não devorava um livro com tanto prazer. Lançado em 2010, “Só garotos” foi um dos vencedores do National Books Award, nos EUA, ocorrido em novembro último. Tratam-se das memórias da cantora, compositora e poeta estadunidense Patti Smith; um dos ícones precurssores da cena punk de Nova York na década de 1970. Suas memórias vêm entrelaçadas às do fotógrafo Robert Mapplethorpe, unido à sua vida como namorado e depois como amigo e quase irmão gêmeo. Na verdade, o livro é fruto de uma promessa que Patti fez a Robert – pouco antes da sua morte, em 1989, em decorrência da Aids – de que um dia contaria a história dos dois. “O processo tomou muito tempo porque muitas vezes me deixava triste, é difícil escrever sobre nós mesmos”, disse ela em uma entrevista dada à Folha de S. Paulo, no mês passado.

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