Um lugar chamado CBGB

Existem lugares que viram referência com o tempo e onde todos querem estar. Nunca são esquecidos, nem mesmo quando não mais existem. O número 315 da Bowery, em Manhattan, era um desses lugares. Era o endereço do adorado CBGB, o berço do punk rock e do new wave nos EUA.

Foto de Adam Di Carlo, tirada em 10/01/2005

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A música mais regravada do rock

Na sexta-feira, dia 13, comemoramos o Dia Mundial do bom e velho Rock and Roll. Aliás, belo dia para celebrar o rock! Aproveito a ocasião para contar a história de um dos maiores clássicos do repertório roqueiro e uma das músicas mais regravadas de todos os tempos. Estou falando de “Louie, Louie”, que nasceu no rhythm and blues e foi ganhando versões em garage rock, punk rock e até em reggae. E versões é que não faltam; em 1996 já se contavam cerca de 1.600! Você já deve ter ouvido alguma delas. Se ainda não ouviu, poderá se divertir pesquisando as pérolas no Youtube. Na lista das 500 maiores canções de todos os tempos, da revista Rolling Stones, ela aparece em 55º lugar.

O pai da canção foi Richard Berry (1935 – 1997), que a escreveu em um guardanapo, em 1955, e só a gravou dois anos depois, colocando-a no lado B do single “You are my sunshine”, com sua banda Pharaohs. Continuar lendo

O amor segundo Patti Smith

Dias atrás, terminei de ler o livro “Só garotos” de Patti Smith. Confesso que fazia tempo que não devorava um livro com tanto prazer. Lançado em 2010, “Só garotos” foi um dos vencedores do National Books Award, nos EUA, ocorrido em novembro último. Tratam-se das memórias da cantora, compositora e poeta estadunidense Patti Smith; um dos ícones precurssores da cena punk de Nova York na década de 1970. Suas memórias vêm entrelaçadas às do fotógrafo Robert Mapplethorpe, unido à sua vida como namorado e depois como amigo e quase irmão gêmeo. Na verdade, o livro é fruto de uma promessa que Patti fez a Robert – pouco antes da sua morte, em 1989, em decorrência da Aids – de que um dia contaria a história dos dois. “O processo tomou muito tempo porque muitas vezes me deixava triste, é difícil escrever sobre nós mesmos”, disse ela em uma entrevista dada à Folha de S. Paulo, no mês passado.

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